Jovens que desrespeitam regras têm maior propensão a terem sucesso como empreendedores

Rule-Breaking Teens Make More Successful Entrepreneurs
por Jeremy Dean
PsyBlog: www.spring.org.uk
ago 2013


Estudo recente que acompanhou mais de 12.000 pessoas ao longo de 30 anos identificou que empreendedores de sucesso costumam ter histórico de comportamentos arriscados na juventude. Eles são 3 vezes mais propensos a terem abandonado a escola, se envolvido em atividades ilícitas, até mesmo com tráfico drogas.



Consumo, logo existo

Consumo, logo existo
por Roberta de Medeiros
cultcarioca.blogspot.com.br




Comprar exageradamente pode ser uma forma patológica de aplacar angústias; muitas vezes, a compulsão é “sazonal”: festas de fim de ano e férias convidam ao consumo excessivo.

Diante de um mercado forte e diversificado, o homem da sociedade contemporânea é continuamente bombardeado por sedutoras peças publicitárias, que prometem bem-estar, status, conforto, projeção imediata e ilusão de segurança. Com a chegada das festas de fim de ano, a lógica do “consumo, logo existo”, segundo a qual o bem-estar é conquistado pela aquisição de produtos, se torna ainda mais evidente. Em casos extremos, a compulsão por compras pode se tornar patológica.

A transformação das cidades

Tudo começa com artistas e descolados buscando espaços baratos para seus ateliês. Em seguida chega um monte de gente querendo viver num lugar transado. Entenda como o processo de gentrificação - criticado por uns e elogiado por outros - vem mudando Berlim, Barcelona, Madri, Paris, Nova York, Londres, Buenos Aires e o Rio de Janeiro.

Cidade em Transe
Por: Isabel De Luca; Graça Magalhães-Ruether; Suzana Velasco;  Janaína Figueiredo; Vivian Oswald; Priscila Guilayn; Fernando Eichenberg; Fábio Vasconcellos, Flávio Tabak, Natanael Damasceno e Paulo Thiago de Mello
O Globo
Out/Nov 2013





Gentrificação é um conceito usado pela sociologia para se referir ao processo de substituição de população, em que a chegada de novos residentes de renda superior à da população original acaba por transformar o perfil sociocultural da área em questão. Os novos moradores introduzem costumes e práticas de consumo distintas das tradicionais, estimulando o surgimento de negócios e elevando o custo de vida, especialmente no que se refere aos gastos com moradia (imóveis, alugueis, condomínios, impostos etc.), o que pressiona a saída de antigos residentes da área.

Perfil profissional e signo astrológico

por Isabel Kopschitz
O Globo
2012

São muitas as tipologias aplicadas ao mundo corporativo. A mais aceita é o MTBI, baseada no trabalho dos tipos psicológicos de C.G. Jung. A Astrologia, apesar de ainda não ter encontrado fundamento científico, não deve ser desconsiderada. Mesmo que você não acredite em astrologia, vale a pena dar uma olhada no perfil de cada signo do zodíaco e checar se tem a ver com você.






Não importa se você está procurando emprego ou buscando ascensão na empresa ou organização onde está. A astrologia pode ser uma boa ferramenta de autoconhecimento e de descoberta de aptidões naturais e potencialidades, segundo alguns consultores.

Estudantes de administração buscam cursos de psicologia


At IMD, Students Explore Their Innermost Psyches
por Deborah Steinborn
The Wall Street Journal
2009
visto no post de Carlos Ferreira

Buscar entrar em contato com as profundezas da própria psique pode parecer que não combina com estudantes de MBA, que costumam ter foco em empregos de altos salários e jornadas de trabalho intermináveis. Mas estudantes de administração começam a olhar para outras direções, como cursos de psicologia.



5 sinais de que você está no emprego errado


por Camila Pati
Revista Exame
Nov 2012



O despertador tocou hoje pela manhã avisando que o fim de semana prolongado terminou e mais uma semana de trabalho está prestes a começar. Só de ouvir o som do toque do celular o estômago “embrulha” e um desagradável frio na barriga se instala. “Odeio segunda-feira”, você pensa, enquanto se arrasta para o escritório.

Identificou-se com este cenário? Ele pode ser um indicativo de que você precisa repensar a sua trajetória ou carreira profissional, na opinião de especialistas consultados por EXAME.com. Confira este e outros sinais de que talvez você esteja no emprego errado:

De sexo frágil a provedora do lar


por Letícia Castro
Revista TPM
Out 2013

Com salários mais altos que os de seus maridos e namorados, mulheres assumem as despesas domésticas e redefinem as funções familiares.



De sexo frágil a provedora do lar. Depois de conquistar espaço no mercado de trabalho e de brigar por salários iguais – batalha ainda não totalmente vencida –, as mulheres começam a lidar com um novo fenômeno dentro de casa. Com salários mais altos que os de seus maridos, são elas que bancam hoje as despesas em um número cada vez maior de lares e criam novos arranjos para a vida familiar.

O sentimento de realização quando fazemos o que amamos

Clovis de Barros Filho, professor de ética da USP (vide último post), em entrevista no Jô Soares emocionou a plateia, que o aplaudiu de pé, ao explicar como descobriu sua paixão profissional aos 13 anos de idade. Clique aqui e assista a entrevista

















Cinco bons motivos para não querer ser muito rico


Quando dinheiro é problema
por Bruna Narcizo
Revista Poder
Set 2013



Para algumas pessoas chega a ser heresia dizer que existe algum motivo para não querer ter muito dinheiro. Ainda mais hoje em dia.  Pois para Clovis de Barros Filho, professor de ética na USP, não existe apenas um bom motivo para não ter uma conta bancária recheada, mas cinco. "Eu me atrevo a dizer que os ricos são atravessados por sofrimentos que os pobres nem sonham em ter", argumenta ele, que ministra o curso Cinco Razões para Não Ser Poder de Rico, na Casa do Saber, em São Paulo. Segundo Barros Filho, além do dilema ético de ter muito dinheiro - principalmente no Brasil - em alguns casos, a riqueza deixa as pessoas imobilizadas. "Os muito ricos têm muitas opções e a vida exige que essas pessoas joguem muitas possibilidades no lixo. E, para o rico, jogar no lixo é muito mais problemático do que para o pobre", explica. Para reforçar sua tese, o professor usa teorias de filósofos consagrados na Grécia Antiga e também de pensadores contemporâneos. Ainda assim, ele reconhece que dificilmente vai conseguir influenciar alguém. "A busca pelo dinheiro e o aumento do patrimônio é algo que não se questiona na sociedade". Aqui Barros Filho levanta reflexões que aborda em seu curso. Todas baseadas na linha de pensamento de cinco importantes filósofos: Platão, Aristóteles, Epicuro, Hobbes e Espinosa.


1) Não amar nem desejar nada

Por quê a geração Y é frustrada?


Why Generation Y Yuppies Are Unhappy
por www.waitbutwhy.com

A geração Y, nascida entre 1980 e 1995, vem chamando atenção de pesquisadores. Muitas empresas têm encontrado dificuldades de lidar com esses jovens. Por se acharam "especiais", costumam ter grandes expectativas e esperam obter crescimento rápido na carreira profissional - sem muito esforço. Ocorre que aos poucos a realidade se impõe e à medida que se mostra pior que as expectativas, faz com que esses jovens se tornem frustrados. Veja essa simpática apresentação.


Say hi to Lucy.




Desempenho de curto prazo de ação está relacionado ao nome


O desempenho de curto prazo de uma ação depende de... quão facilmente você consegue dizer o nome dela!
Por Marcos Eduardo Elias
Visite o Blog: http://makeajailbreak.wordpress.com




Via de regra sirvo aqui idéias de trading para o dia. Mas hoje vamos falar brevíssimamente sobre como as camadas cerebrais inacessíveis ao cérebro consciente influenciam cabalmente nossas decisões de investimentos.

Por mais exótico que nos possa parecer, o que lhes trago aqui já é mainstream, ou seja, é tido como um conhecimento amplamente aceito por pesquisadores e especialistas correlatos.

Estudo realizado por Adam Alter, PhD em psicologia pela Universidade de Princeton, e por Daniel Oppenheimer, professor de psicologia da UCLA, atesta que o desempenho de curto prazo de uma ação é amplamente influenciado por quão fluentemente os investidores do mercado financeiro conseguem dizer seu nome (ou ticker, abreviação do nome para trading em bolsa). E isso porque as pessoas tendem a preferir processar informações que lhes são fáceis.

Você é o que tuita


You Are What You Tweet
por Tony Tulathimutte
The New Yorker
Set 2013

Sua vida depende cada vez mais dos likes que recebe e de ter muitos (e bons) resultados nas buscas do Google. Assim como um produto, você é avaliado pelo impacto causado pela sua imagem na web.




A propósito do otimismo


por André Lara Resende
Revista Piauí
Jan 2013

Ter esperança de que as coisas vão melhorar quando estão mal, de que seremos capazes de realizar os desafios que nos impusemos, de que iremos em frente, mesmo sem saber o que significa ir em frente, parece fundamental para nossa saúde física e emocional.





Daniel Kahneman, o psicólogo laureado com o Nobel de Economia, sustenta que, se nos fosse dada a oportunidade de escolher uma única característica para nossos filhos, não deveríamos hesitar: que sejam otimistas. Parece haver uma alta correlação entre o otimismo e a felicidade. O otimismo é um traço hereditário, tanto quanto a inteligência, a altura e a cor dos olhos. Que melhor presente para aqueles a quem queremos bem do que lhes transmitir a propensão para a felicidade?

Machismo implícito: Homens se sentem mal quando suas parceiras tem sucesso

APA - American Psychological Association
Traduzido por Dado Salem

Auto-estima dos homens está relacionada aos sucessos e fracassos de suas parceiras




No fundo, muitos homens não gostam do sucesso de suas companheiras. Um estudo publicado no Journal of Personality and Social Psychology, revelou que a auto-estima deles pode ser ferida quando sua mulher ou namorada brilha.

Não importa se a mulher foi uma excelente anfitriã ou considerada inteligente. Os homens são mais propensos a se sentirem piores sobre eles mesmos quando a parceira tem sucesso que quando ela falha. No entanto, a auto-estima das mulheres não é afetada por sucessos ou fracassos de seus parceiros.

É tempo de viver sem medo

Trechos preciosos de entrevista com o jornalista e escritor uruguaio, Eduardo Galeano, autor de As Veias Abertas da América Latina. (Canal Brasil, 2009).

indicado por Julia Bastos


2as feiras são boas para alguma coisa afinal: cirurgias.


Monday is good for something after all: surgery.
por Dan Ariely
www.danariely.com
tradução Dado Salem



Talvez você já tenha ouvido o conselho para evitar hospitais nas férias por conta das legiões de médicos recém-formados que podem matá-lo pela inexperiência. Até o momento a alegação, embora plausível, permanece sem fundamento. No entanto, um estudo recente mostrando uma variação na mortalidade após cirurgias dependendo do dia da semana em que foram realizadas, parece mais consistente.

Como lidar com um chefe difícil

Gastamos cerca de 1/3 da vida adulta trabalhando. Reduzir o stress no trabalho é portanto fundamental para ter uma vida satisfatória. Mas o que fazer diante de um chefe difícil?
















Aqui vão algumas dicas:

1) Procure entender os motivos do comportamento do seu chefe. Se for resultado de stress, há boas chances de ser modificado. Se for algo crônico, se ele tiver um caráter agressivo e estilo abusivo, as chances são pequenas.

2) Cuide de suas próprias reações para não entrar numa dinâmica destrutiva, não enfrente seu chefe, procure não agir de forma defensiva.

Impressões de um 8x0

por Dado Salem

"Quando fica bem escuro, pode-se ver estrelas" R.W. Emerson



O Santos Futebol Clube vendeu Neymar e foi a Barcelona fazer uma partida amistosa para celebrar a transferência do jogador. Perdeu de 8 a 0 num dos maiores vexames da história do futebol brasileiro. Quem assistiu o jogo viu que parecia brincadeira, profissional versus amador, um gato brincando com sua caça antes de matá-la de vez. No Brasileirão desse ano o Santos até agora ganhou 3 partidas, perdeu 3 e empatou 3. É portanto um time padrão da 1a divisão, mas diante do Barcelona parecia de 3a. Esta é a triste realidade, poderia ter acontecido com qualquer outro time brasileiro. Foi a desmoralização total, mas não só do nosso futebol.

1x0: Brasil Colônia 1: Desde que foi descoberto, o Brasil fornece suas de riquezas por quase nada. Daqui levaram nosso ouro e continuam levando Neymar, Gisele Bundchen, os melhores grãos de café, matérias primas de todos os tipos... o que é realmente bom vai para o exterior. Lá eles transformam, embalam, imprimem marcas desejosas e nos revendem a preço de ouro.

2X0: Brasil Colônia 2: O A.C. Milan criou o Milan Junior Camp,  uma colônia de férias, em vários lugares, inclusive no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Manaus e Salvador, onde centenas de crianças pagam para treinar futebol. Depois de uma semana saem todos apaixonados pelo clube, cantando o hino em italiano e com o sonho ver o Milan jogar na Itália. Alguém já ouviu dizer que algum clube brasileiro fez algo parecido por aqui? No exterior então nem se fala.

Senso de justiça e igualdade

Dois macacos são colocados numa câmara de testes para uma tarefa simples. O primeiro ganha um alimento considerado satisfatório. O que acontece quando ele percebe que seu vizinho recebe um prêmio muito melhor? (assista). 




Vendo isso, parece claro o motivo da alta violência em países com grande desigualdade econômica. Parece também perversa a repressão às manifestações de revolta.

Assista a palestra completa de Frans de Waal, um dos maiores primatólogos da atualidade.

A crise do egoísmo


How the Myth of Self-interest Caused the Global Crisis
por Mark van Vugt
www.psychologytoday.com
Traduzido por Dado Salem



Um amigo trabalhou até recentemente no RH de um banco holandês. Ele viveu o período de glória do mercado financeiro quando bancos de investimento ganharam rios de dinheiro com operações complexas envolvendo derivativos. Sua função era distribuir os bonus anuais. Perguntei como os executivos reagiam ao receber aquelas boladas. Eles o agradeciam? Não, ele nunca recebeu um "obrigado". A única coisa que perguntavam era quanto este ou aquele estava ganhando. Desiludido com os bancos, meu amigo agora trabalha no mesmo departamento da universidade que eu, dando aulas de Ética nos Negócios e Gestão de Recursos Humanos.

Como a boa literatura nos faz mais humanos

How Reading Makes Us More Human
por Karen Swallow Prior
The Atlantic
Junho 2013

                                          Mary Cassatt, The Reading Lesson, 1901

A battle over books has erupted recently on the pages of The New York Times and Time. The opening salvo was Gregory Currie's essay, "Does Great Literature Make Us Better?" which asserts that the widely held belief that reading makes us more moral has little support. In response, Annie Murphy Paul weighed in with "Reading Literature Makes Us Smarter and Nicer." Her argument is that "deep reading," the kind of reading great literature requires, is a distinctive cognitive activity that contributes to our ability to empathize with others; it therefore can, in fact, makes us "smarter and nicer," among other things. Yet these essays aren't so much coming to different conclusions as considering different questions.

Geração Y pede passagem e revoluciona a política brasileira.

por Dado Salem



Eles tem entre 15 e 35 anos e vieram para mudar o mundo. No Brasil são mais de 70 milhões e estão apenas começando a exercer sua influência.

Diferente da geração anterior que ficava passivamente na frente da televisão recebendo informações, a geração Y quase não assiste TV e considera praticamente irrelevante o que a Rede Globo transmite. Eles cresceram numa cultura participativa, produzindo e disseminando conteúdo literalmente em segundos. Estão todos no Facebook, no Instagram, no Tweeter, no Youtube e é nessas plataformas que recebem notícias e se organizam para serem ouvidos.

Movimentos sociais na era da internet


por Alexandre Matias
Blog Galileu
Junho 2013
visto no post de Carol Althaller




Ao mesmo tempo em que o sociólogo espanhol Manuel Castells falava em mais uma palestra do evento Fronteiras do Pensamento, que aconteceu no Teatro Geo na terça-feira desta semana, em São Paulo, a tensão entre manifestantes contra o aumento da passagem de ônibus e a polícia militar chegava às vias de fato a poucos quilômetros dali, na Avenida Paulista. Não estava alheio ao que acontecia na cidade, ao citar o protesto paulistano como uma das inúmeras manifestações de uma indignação que, nos últimos cinco anos, tem começado em um novo espaço social, a internet, para depois chegar às ruas, em massa.

O sociólogo é um dos principais acadêmicos a compreender esta mudança, que é o tema de seu novo livro, chamado Redes de Indignação e Esperança – Movimentos Sociais na Era da Internet, que deve sair no Brasil em setembro, pela editora Zahar. O livro também foi a base para sua conferência, em que começou explicando que qualquer manifestação política começa em nossas mentes para depois materializar-se na prática. “A forma como pensamos, determina a forma como atuamos. Portanto, o que realmente condiona o comportamento da sociedade é o que ocorre em nossas mentes”, explicou. Falou sobre o papel da coerção do estado para manter o poder (“uma tradição que começa em Maquiavel e que foi formalizada melhor por Max Weber”, disse) e como apenas o monopólio da violência – válido ou não – torna este mesmo estado débil. “Pois ao mesmo tempo há outra tradição, que inclui Bertrand Russell, Foucault e também Gramsci, que insiste no papel decisivo da persuasão para a manutenção do poder, pela maneira implícita e explícita de influenciar nossa maneira de pensar”, explicou, antes de cravar que “afinal, manipular as mentes é muito mais eficaz do que torturar os corpos”.

Obsolescência programada

por Carmen Posadas
escritora uruguaia
visto em www.clubcultura.com
Tradução Dado Salem






Não sei quanto a você, mas eu não conhecia esse conceito há alguns meses. Aparentemente, foi cunhado na década de trinta para descrever "o planejamento ou programação da vida de um produto ou serviço de forma que, após um período calculado pelo fabricante ou empresa, o produto torna-se obsoleto e inútil ". Antes você comprava uma geladeira, um esmalte de unha, um suéter de cashmere, ou qualquer outra coisa, e durava muitíssimo, mas agora tudo estraga ou quebra num suspiro: a obsolescência programada.

O mal-humorado


por Karine Tavares
O Globo
Junho 2013



Não importa o tamanho ou área de atuação da empresa. Dificilmente, um ambiente de trabalho vai estar livre daquele funcionário sério, amarrado, carrancudo. E, seja qual for o motivo do mau humor, o “climão” criado por ele acaba atingindo toda a equipe e afetando a produtividade e os resultados da empresa. Não à toa, vem crescendo o número de companhias que aderem a programas de assistência psicossocial ou EAPs (Employee Assistance Programs, na sigla em inglês), prestados geralmente por empresas terceirizadas que ajudam funcionários a resolverem de questões jurídicas a sociais.
Mas os problemas de relacionamento respondem por cerca de 45% dos atendimentos e eles incluem, claro, tanto o mau humor como a antipatia.

Sexual Economics

por Dado Salem
                                                                        imagem vista no Instagram
                 

Uma matéria que a princípio pode parecer machista e tendenciosa, tem despertado curiosidade no mundo acadêmico. São estudos feitos por instituições renomadas e que permeiam a antropologia, sociologia, psicologia e até a medicina. Essa nova área do conhecimento chama-se Sexual Economics.

Irracionalidade e o efeito manada







Imagine que você está andando na rua e vê dois restaurantes vazios. Você não conhece nenhum deles e escolhe um para sentar. Em seguida chega um grupo que também não sabe nada dos restaurantes, eles vêem um restaurante sem ninguém e outro com você dentro. O que eles fazem? Escolhem o que você está. Na sequência vem um casal, olha os dois restaurantes e pensa: esse que tem gente deve ser melhor que o vazio, e acaba escolhendo o mesmo. E assim vai acontecendo o que chamamos de "efeito manada", até que no final temos um restaurante que é um sucesso e outro um fracasso, simplesmente porque tendemos a seguir outras pessoas.

Um triste exemplo desse comportamento foi verificado na tragédia da boate em Santa Maria, no sul do Brasil, onde centenas de jovens acabaram perdendo a vida por conta de um incêndio. Ao entrarem no local, os bombeiros notaram que muitos morreram no banheiro, provavelmente porque viram alguém correndo naquela direção e acabaram seguindo o instinto de manada: “se estão indo naquela direção é porque deve ser o melhor a fazer”. O instinto é muito forte.

Como resolver um conflito?

William Ury é reconhecido internacionalmente como um dos maiores especialistas em negociação e gestão de conflitos. É fundador do programa de negociação de Harvard e há mais de 30 anos conduz negociações empresariais, entre governos e grupos étnicos.


Menos é mais

Simplicidade é o ultimo grau de sofisticação, de sabedoria, de beleza, de estilo, de excelência. Simplicidade é diferenciar desejos de necessidades, é eliminar excessos e ficar com o essencial.


por Alexandre Rodrigues
Valor Econômico
Março 2013
visto na pagina de Carol Althaller


Criado em um apartamento de 600 metros quadrados na Barra da Tijuca, no Rio, o escritor carioca Alex Castro cresceu tendo para si um quarto com mais de 20 metros quadrados. Hoje vive em um apartamento pouco maior do que isso. Nos 22 metros que ocupa, em Copacabana, são poucos os móveis e objetos e, se há um sofá e uma rede, não há espaço para uma cama. Nem gavetas nem armários, exceto um pequeno, de limpeza. Além de três pares de sapatos, seus pertences são outros três de Havaianas, três calças, uma camisa, 12 camisetas (número aproximado), dois casacos, um blazer, dois jogos de toalhas, dois de cama, alguns utensílios de cozinha, um notebook, um Kindle, um celular e uma câmera digital. Poderia ser uma história de ruína financeira, mas se trata de um fenômeno cada vez mais observável. Castro aderiu a um estilo de vida minimalista.

Francisco, uma aula de comunicação

Texto inspirado de NIzan Guanaes a respeito do nome escolhido pelo Papa: "Como um nome é capaz de transmitir para o mundo todo uma mensagem tão poderosa e precisa".



por Nizan Guanaes
Folha de SP
Mar 2013

Que coisa mágica é a vida. Estava eu chegando a Buenos Aires na semana passada para uma reunião de trabalho e jamais poderia imaginar que estivesse ali naquele dia para presenciar a mão do Espírito Santo e da história.

Saí do Aeroparque, o belo aeroporto ribeirinho da capital argentina, e fui até o meu hotel trocar de roupa antes de minha reunião. Liguei a televisão e, para a minha surpresa, o papa já havia sido escolhido.

Durante a próxima hora, eu e o mundo esperamos para ver que novo papa a fumaça branca nos traria. E eis que ele chegou. Surpreendente como a vida. Um argentino. E eu em Buenos Aires.

Começava ali uma aula de comunicação para o mundo que resume e mostra de maneira instintiva tudo o que os teóricos enchem a paciência e perdem um tempo enorme para explicar: a comunicação de 360 graus.

História da violência humana


A violência vem aumentando ou diminuindo? A mídia retrata a realidade a esse respeito ou é sensacionalista? Neste video, Steven Pinker, professor do departamento de psicologia de Harvard, busca respostas na arqueologia e em estatísticas. Esclarecedor. Psiconomia recomenda.


 
Steven Pinker: A History of Violence from Singularity Institute on FORA.tv

Junk food: a extraordinária ciência do vício

A receita é simples: nosso sistema límbico ama açúcar, gordura e sal. Se algo derrete rapidamente na boca, o cérebro entende que não há calorias, então não paramos de comer. Nesses termos, o Cheetos é a construção perfeita. Nestle, Nabisco, Kraft, Procter, General Mills, Coca-Cola e outras gigantes do setor de alimentos, formulam produtos viciantes e inserem ingredientes baratos para aumentar a margem de lucro, em seguida embalam em pacotes grandes para vender mais.

O que pensam executivos e controladores dessas empresas? Como mudar essa cultura perversa?

Artigo adaptado do livro “Salt Sugar Fat: How the Food Giants Hooked Us,” que será publicado nos EUA em março de 2013. O autor é reporter investigativo, vencedor do prêmio Pulitzer em 2010.



The Extraordinary Science of Addictive Junk Food
por Michael Moss
NYT Magazine
Fevereiro 2013

Amor em tempos de crise

Quando a economia vai mal, a vida a dois pode continuar bem?




















por Valéria Maniero
Revista O Globo
Fev 2013


Era um vez uma crise que atingiu alguns países da Europa e derrubou PIBs e esperanças. Uma crise que destruiu postos de trabalho e fez disparar taxas de desemprego, tornando mais incerto o futuro dos mais jovens. Uma crise que marcará para sempre a história de Grécia, Portugal, Espanha e Itália. Os dois primeiros, aliás, tiveram que pedir ajuda financeira para tentar driblá-la. O terceiro não consegue dar emprego a mais da metade dos que têm menos de 25 anos. E o quarto, há muito tempo, tem uma dívida elevada. É uma crise sobretudo econômica, mas que acabou provocando ecos na política, impulsionando trocas de governo e de partidos no poder. E expôs a fragilidade das contas públicas de países que tinham se endividado demais e, depois, para melhorá-las, “pisaram no freio”, cortando gastos, elevando impostos e eliminando benefícios sociais. Também foi uma crise que colocou em xeque a credibilidade do próprio euro.


Mas teria sido ela capaz de afetar o amor? Quando a economia vai mal, a vida a dois pode continuar bem? Gregos, portugueses, espanhóis e italianos relatam como andam os relacionamentos em época de redução de salários, demissões, queda do poder aquisitivo e aumento das incertezas. Como enfrentam a crise, depois que a sensação de segurança e a estabilidade, virtudes que pareciam direito adquirido daqueles países — como se eles nunca fossem perdê-las e nós, aqui, jamais alcançá-las —, um dia, foram embora. Qual foi, então, a reação do amor?

Pensando Rápido e Devagar: entrevista com Daniel Kahneman na LSE

Rápido e Devagar: duas formas de pensar, do psicólogo Daniel Kahneman, nobel de economia, tem sido considerado uma obra prima, para alguns comparável à Interpretação dos Sonhos de Freud e à Riqueza das Nações de Adam Smith. Neste video Kahneman é entrevistado a respeito do livro na LSE - London School of Economics.


 

Dinheiro e felicidade

Já cansamos de ouvir que dinheiro não traz felicidade, mas o que a ciência tem verificado a respeito? Assista esse simpático video e descubra, entre outras coisas, que gastar $ com os outros nos faz mais felizes que gastar com nós mesmos e que investir em experiências costuma gerar mais satisfação que a compra de bens materiais.


A semana de 4 dias úteis




por Lynne Peeples
Scientific American
Traduzido por Dado Salem


No momento em que empresas e governos se empenham em cortar despesas, um tipo de corte, que agrada os trabalhadores, começa a chamar atenção – a semana de 4 dias úteis.

Um final de semana prolongado, sem decréscimo nas horas trabalhadas, pode não apenas economizar dinheiro, mas também aliviar a pressão sobre o ambiente, a saúde pública e melhorar o bem estar geral, dizem os defensores da idéia. Vários estados, cidades e empresas nos Estados Unidos estão considerando a idéia ou já a implementaram como teste.

Oração ao novo carioca

O Rio de Janeiro viveu um longo processo de decadência, pautado principalmente pela grave crise sócio econômica que afligiu o país. Ao longo desse tempo, muros foram construídos, grades e câmeras instaladas e muitos cariocas abandonaram a cidade. Os que resistiram foram aprendendo a conviver com as diferenças, até que, recentemente, começou a surgir um novo carioca...

por Antonia Pellegrino
Revista Serafina
2012
visto no bRog raulmourao.com





O novo carioca é uma ideia, um desejo, um conceito criado pelo geógrafo Jailson de Souza para falar dos "riodejaneirenses" que estão reinventando a cidade. O próprio Jailson é um deles - nascido no Complexo da Maré, hoje morador do Flamengo, é doutor em sociologia da educação e fundador da ONG Observatório de Favelas.

Também é criador do Galpão Bela Maré, espaço de exibição de artes visuais em plena avenida Brasil, que teve sua primeira mostra, "Travessias", realizada no final de 2011. Como Jailson, o novo carioca se caracteriza pela mobilidade.

O novo carioca nasce como antítese ao carioca clássico, aquele sujeito dominado pela nostalgia dos anos dourados que, nas palavras do geógrafo, "viu as favelas e seus moradores como o problema da cidade e se fechou em territórios restritos, perdendo a capacidade de circular física e socialmente".

O novo carioca se tornará maioria, grita o otimismo de Jailson, pois neste ir e vir sem medo, de peito aberto, com a mão estendida para a amizade e o olhar curioso diante do outro, criam-se novas possibilidades de aprendizado e trocas mais interessantes, ousadas e divertidas do que as dos clássicos.

Pensando como Sherlock Holmes


No livro “O vale do medo” Sherlock Holmes desvenda um assassinato sem sair da cena do crime, enquanto outros detetives da Scotland Yard vão de vilarejo em vilarejo atrás de pistas. Apesar de parecer lento, perto dos colegas que se movimentam com grande agilidade, Sherlock surge frequentemente muito a frente dos outros detetives.

A técnica utilizada por Sherlock em seu famoso pensamento dedutivo é a da concentração. Quando fica parado exalando uma fina fumaça de seu cachimbo curvo, ele se coloca numa frequência mental muito próxima dos estados meditativos, centrando sua a atenção num único elemento.

Costumamos hoje mudar rapidamente o foco entre diversas atividades dando a impressão de eficiência. Mas o que acontece na realidade é que sacrificamos a qualidade da atenção, agindo como aqueles detetives que correm de lado para o outro sem muita eficácia.

Pesquisas feitas em 2012 demonstraram que exercícios de meditação ajudam a lidar com a complexidade da vida cotidiana e, além disso, indivíduos que passaram por esse tipo de treinamento reportaram sentir menos emoções negativas.