Deadlines

O imediatismo é muitas vezes incompatível com a qualidade do trabalho, além disso ele praticamente mata a criatividade. Esse curto filme deixa isso evidente.



Steve Jobs, uma aula de liderança

Steve Jobs, tinha acabado de ser demitido da Apple e resolveu montar uma nova empresa de computadores. Nesse video histórico e imperdível, Jobs faz um brainstorm e conduz sua equipe para colocar a NeXT para funcionar... alguns anos depois a Apple comprou a NeXT por US$ 429 milhões.

Gore Vidal e o futuro

O escritor norteamericano Gore Vidal, um dos maiores críticos da política do medo instituída nos Estados Unidos com objetivo de favorecer a indústria bélica e do petróleo, previu, numa entrevista em 2007, a crise econômica e as manifestações populares que vemos hoje (como Occupy Wall Street).

De onde vêm as boas idéias?

Steven Johnson investigou o assunto e verificou que grandes idéias levam tempo para maturar e precisam de colaboração para tomar sua forma definitiva. Veja como isso funciona...

Steven Johnson found out that great ideas take time to mature and need collaboration to take its final form. See how this works ...


Monkey business

Economistas ensinaram macacos o valor do dinheiro. Adivinhe o que aconteceu...

Economists taught monkeys the value of money. Guess what happened...





O stress pode apressar a morte

Pesquisa feita durante 18 anos com 1000 homens saudáveis mostra que se o indivíduo tem mais de 2 eventos significativos de stress por ano sua vida tende a ser encurtada.

Stress Can Hasten Mortality
By Rick Nauert PhD
Reviewed by John M. Grohol, Psy.D
Psych Central
October 2011

A long-term study has discovered that ongoing moderate or high levels of stress contribute to a 50 percent higher mortality rate in men.

Can't buy love

Pesquisa com 1700 casais mostra que se marido e mulher (ou ao menos um deles) colocam alta prioridade em ganhar ou gastar dinheiro, é pouco provável que consigam estabelecer um casamento satisfatório ou estável.

















Can't Buy Love: Materialism Kills Marriages
por COURTNEY HUTCHISON,
ABC News
Outubro 2011


Focusing too heavily on the "for richer" part of the nuptial vows could spell disaster for a marriage, according to research published today by Brigham Young University and William Paterson University.

In a survey of 1,700 married couples, researchers found that couples in which one or both partners placed a high priority on getting or spending money were much less likely to have satisfying and stable marriages.

Megalomania: História da construção das pirâmides

por Dado Salem




É comum vermos pessoas se desvalorizando, se sentindo menos e não acreditando em si mesmas. Muitas vezes são talentos desperdiçados. Quando presenciamos esse tipo de coisa, percebemos o quanto é saudável gostar e cuidar de si mesmo. No entanto, quando a auto-estima cai abaixo de um certo patamar e o indivíduo passa a se achar um zero - incapaz de ser amado, acontece um fenômeno: o outro perde completamente a importância.

Desplugado afetivamente do mundo,

Crise Grega faz número de suicídios aumentar mais de 40%

Confronting suicide as Greek social problems mount
por Chloe Hadjimatheou
BBC World Service
October 2011

Klimaka uses volunteers to broadcast a mix of music and talk radio focusing on countering depression and social exclusion

Early one morning last week George Barcouris sat in front of his computer in his Athens flat and typed "suicide" into Google.

Out of work at the age of 60, he was sure he was never going to get another job in a country where the unemployment rate is nearly 17% and rising.

Without any help from relatives or friends it was a matter of weeks before his landlord would evict him for failing to pay the rent.

Como a classe média alta brasileira é escrava do “alto padrão” dos supérfluos




por Adriana Setti
Revista Época
30/10/2010


No ano passado, meus pais (profissionais ultra-bem-sucedidos que decidiram reduzir o ritmo em tempo de aproveitar a vida com alegria e saúde) tomaram uma decisão surpreendente para um casal – muito enxuto, diga-se – de mais de 60 anos: alugaram o apartamento em um bairro nobre de São Paulo a um parente, enfiaram algumas peças de roupa na mala e embarcaram para Barcelona, onde meu irmão e eu moramos, para uma espécie de ano sabático.

Aqui na capital catalã, os dois alugaram um apartamento

Entrevistas com Woody Allen

Sempre divertido e inteligente, Woody Allen fala sobre a vida, a descoberta de seus talentos, a intelectualidade, o trabalho, o sucesso...


Video 1: sobre a vida




Video 2: sobre a descoberta de seus talentos, a intelectualidade, o trabalho e o sucesso

Inflação de prestígio

por Vladimir Safatle
Folha de SP
18/10/2011


"Enquanto eu cobrava R$ 100 por sessão, tinha poucos pacientes. Quando comecei a cobrar R$ 200, por incrível que pareça, os pacientes afloraram." Esta afirmação de um amigo psicanalista talvez valha um capítulo na teoria geral da formação de preços, ao menos no Brasil.

A mudança no preço de sua sessão não foi o resultado de alguma nova conformação das dinâmicas de oferta e de procura. Ela foi, na verdade, a descoberta de que,

A verdade sobre o que nos motiva

Quase todos temos o sonho de enriquecer. Dinheiro traz segurança, liberdade, serve como métrica de sucesso, etc... mas será que ele serve como estímulo ao ser humano? Assista esse video e entenda o que realmente nos motiva.



Pluto: um deus chamado dinheiro


Por Dado Salem


Em 388 a.C. Aristófanes encenou uma peça chamada Pluto, traduzida como A riqueza ou, Um deus chamado dinheiro. O enredo é bastante simples:

Um sujeito honesto porém pobre, inconformado de ver ricos desonestos andando impunemente pela cidade, decide consultar o oráculo de Apolo para saber se deve educar seu filho a ser um trambiqueiro.

Os 10 mandamentos da mulher contemporânea

por Dado Salem
ilustrações Maria Eugênia




1) Busque um trabalho que goste: Por mais que pesquisas apontem que quando somos remunerados por uma atividade ela tende a perder um pouco do seu encanto, ainda é melhor do que sermos obrigados a fazer uma coisa que não gostamos. Além disso, quando escolhemos um trabalho que nos dá prazer, quebramos a dicotomia entre trabalho e vida pessoal.

Freakonomics: the movie

O documentário Freakonomics é uma adaptação do bestseller de Steven Levitt e Stephen Dubner. O filme examina o comportamento humano apresentando casos hilários e provocativos. De uma olhada no trailer...

Elogios até a velhice

Por Dado Salem



Mãe de Albrecht Dürer (1471 - 1528)



No livro III da obra Econômicos, Aristóteles expõe suas idéias sobre a postura que uma mulher honrada deveria ter em relação à economia da família.

Dentre uma série de costumes que foram preservados até a geração de nossos avós e que hoje soam antiquados, um pequeno parágrafo salta aos olhos do leitor sensibilizado com os absurdos produzidos pelo excesso de consumo da nossa geração. Segundo o autor, a mulher deveria "zelar para que os custos, a roupa e os enfeites sejam inferiores aos costumes da cidade".

Roupas e enfeites inferiores aos costumes da cidade?

Nouriel Roubini: Karl Marx estava certo

Em entrevista para o Wall Street Journal, o economista Nouriel Roubini, professor da NYU, diz que Karl Marx estava certo sobre a auto-destrutividade do Capitalismo e que a economia dos EUA corre risco de depressao. (assista)


Um trabalho interessante

Por Dado Salem
Ilustrações Maria Eugênia

Não é fácil conseguir um trabalho interessante, mas é possível. Ouvi 32 pessoas apaixonadas pelo que fazem e percebi, pela recorrência das afirmações, os fatores mais importantes para alcançar isso:


1) Seguir sua paixão
2) Ser perseverante
3) Fazer contatos, se relacionar
4) Inovar
5) Ser curioso

listo abaixo algumas frases que extraí dessas entrevistas:

1) Seguir sua paixão:



"era apaixonada por algumas questões e fui atras delas"
"me permiti ir atrás daquilo que me interessa"
"busquei sempre coisas que tinham a ver comigo"

Plano B: sonho e realidade

Baixo rendimento, longas jornadas de trabalho, sem benfícios: O plano B nem sempre é o sonho que as pessoas imaginam. Negócios próprios podem ser tão estressantes quanto a vida executiva.

Maybe It's Time for Plan C
Por Alex Williams
NYTimes 12/8/2011


RONA ECONOMOU was a lawyer at a large Manhattan law firm, making a comfortable salary and enjoying nights on the town when she was laid off in 2009, another victim of the recession. At first, she cried. “Then it hit me,” said Ms. Economou, now 33. “This is my one chance” to pursue a dream.

Six months later,

Psicologia Econômica: A razão atropelada

Circuitos primitivos enlouquecem o mercado
Por JULIE CRESWELL
New York Times / Folha de S.Paulo
15/08/2011

Bradley Alford, um gestor financeiro em Atlanta, acaba de apertar o botão do pânico.
Bem, não exatamente. Alford acaba de apertar a tecla do seu computador que aciona o equivalente em termos de Wall Street à opção nuclear: venda tudo.

Ele estava agindo sob ordens de dois clientes ricos que ficaram tão alarmados com as perspectivas turbulentas que preferiram pular fora das Bolsas, passando para um fundo mútuo relativamente isolado de um colapso do mercado.

"Eu nunca, nunca fiz isso antes", diz Alford, presidente da Alpha Capital Management. "Foi inédito."

Entrevista do guru financeiro suíço Marc Faber na Bloomberg TV



Faber previu as crises de 1987, a bolha da internet em 2000 e a crise dos sub-primes em 2008. Segundo ele essa crise pode ser pior que a de 1929.

Faber é consultor consultor de investimentos, financiador, escritor, editor do relatório "Gloom, Boom and Doom", especializado em Bolsas de Valores e membro de diversos conselhos de administração e comitês de investidores.

A psicologia da crise financeira

Bolsas desabando, prejuízos e preocupações... Assista a uma aula em Yale sobre a psicologia da crise financeira. Vale a pena.


Cérebro Masculino e Feminino

Essa palestra cômico-educativa esclarece alguns fatores que estão por trás de desentendimentos comuns entre casais.


Arte & Dinheiro (3)
















A crise do dinheiro solto
por Sérgio Sister
Revista Teoria e Debate nº 79
Fundação Perseu Abramo
14/10/2009


Sergio Sister junta duas qualidades quase inconciliáveis: ser artista plástico respeitado e escrever sobre economia com clareza e competência. Até hoje só vi algo parecido em Fernando Pessoa.


A crise do dinheiro solto

Para simplificar as coisas, vamos admitir com humildade que não dá para prever com clareza o tamanho das conseqüências desta crise financeira – ao que parece, a maior da história contemporânea. Mesmo porque, como fica claro nos acontecimentos que se seguem, uma parte importante das ações econômicas e financeiras – julgada absurda antes, durante e depois de sua ocorrência – vai transcorrendo quase inevitavelmente, por impulsos, remendos, oportunismo, ingenuidade e até por cegueira dos agentes econômicos e seus intelectuais.

Para entender a crise

Arte & Dinheiro (2)












Cildo Meireles - Zero Dollar
Vendido na Christie's por USD3.880,00 - edição ilimitada.

Cildo Meireles criou uma casa da moeda particular em seu atelier, e alcançou credibilidade maior que o próprio Federal Reserve. Enquanto a nota de Dolar perde poder de compra ao longo do tempo, a nota do artista se valoriza a taxas infinitas. Grade AAA+. Para melhor entendimento, assista ao video abaixo:

Arte & Dinheiro (1)













Material Precioso

"As fezes de um artista são o produto de um gênio. O criador absorve a experiência, a digere e transforma num objeto de grande valor. Parodiando esse modelo da produção artística, Piero Manzoni mostra que a merda de um artista não fede e pode ser o mais valioso dos materiais. Enlatado, o produto de sua evacuação tornou-se raro e veio a custar muito dinheiro". (Katy Siegel; Paul Mattick em Arte & dinheiro, p.64. Zahar, 2010)

"In May 1961, while he was living in Milan, Piero Manzoni produced ninety cans of Artist's Shit. Each was numbered on the lid 001 to 090. Tate's work is number 004. A label on each can, printed in Italian, English, French and German, identified the contents as '"Artist's Shit", contents 30gr net freshly preserved." Tate Collection (www.tate.org.uk)

Christie's Fine Art Autions:
Lot Description
Piero Manzoni (1933-1963)
Merda d'artista no. 077
signed and stamped with the number 'Piero Manzoni 077' (on the lid of the tin)
sealed tin and paper label
1 7/8 (4.8cm.) high
2½in. (6.5cm.) diameter
Executed in 1961
Price Realized £17,925 (USD 29,720). Price includes buyer's premium

Retromania

Revista Frieze
Issue 140 June-August 2011

Excelente entrevista com Simon Reynolds, autor do recém lançado livro - Retromania, sobre a cultura pop. Uma das coisas mais difíceis de fazer é analisar de forma profunda e consciente o momento em que vivemos. A falta de distanciamento atrapalha a percepção do panorama. Reynolds, por estar um pouco à frente, consegue explicar de maneira clara aquilo que vivemos e que ainda não fomos capazes de perceber.


Dan Fox At the start of your new book, Retromania: Pop Culture’s Addiction to its Own Past, is ‘The Retroscape’, a huge list of bands that have reformed, albums that have been re-issued, books, films and rockumentaries made about pop music history, and so on, since 2000. At what point did you first start to notice pop’s past catching up with itself?

Mrs Midas - Carol Ann Duffy

A premiada poeta escocesa Carol Ann Duffy abriu sua palestra na FLIP 2011 com o poema Sra. Midas, trazendo uma visão feminina do famoso mito. A narradora reclama das prioridades e do egoismo dos homens, que costumam colocar os negócios como mais importantes que suas mulheres - "What gets me now is not the idiocy or greed but lack of thought for me. Pure selfishness". Ela sente falta do toque dele. "I miss most even now, his hands, his warm hands on my skin, his touch"...

Leia e depois assista a animação abaixo. Se quiser se aprofundar mais no tema sugiro a leitura do meu livro As Orelhas do Rei MIdas (veja aqui no site em publicações).



It was late September. I'd just poured a glass of wine, begun
to unwind, while the vegetables cooked. The kitchen
filled with the smell of itself, relaxed, its steamy breath
gently blanching the windows. So I opened one,
then with my fingers wiped the other's glass like a brow.
He was standing under the pear tree snapping a twig.

Now the garden was long and the visibility poor, the way
the dark of the ground seems to drink the light of the sky,
but that twig in his hand was gold. And then he plucked
a pear from a branch - we grew Fondante d'Automne -
and it sat in his palm like a light bulb. On.
I thought to myself, Is he putting fairy lights in the tree?

He came into the house. The doorknobs gleamed.
He drew the blinds. You know the mind; I thought of
the Field of the Cloth of Gold and of Miss Macready.
He sat in that chair like a king on a burnished throne.
The look on his face was strange, wild, vain. I said,
What in the name of God is going on? He started to laugh.

I served up the meal. For starters, corn on the cob.
Within seconds he was spitting out the teeth of the rich.
He toyed with his spoon, then mine, then with the knives, the forks.
He asked where was the wine. I poured with shaking hand,
a fragrent, bone-dry white from Italy, then watched
as he picked up the glass, goblet, golden chalice, drank.

It was then that I started to scream. He sank to his knees.
After we had both calmed down, I finished the wine
on my own, hearing him out. I made him sit
on the other side of the room and keep his hands to himself.
I locked the cat in the cellar. I moved the phone.
The toilet I didn't mind. I couldn't believe my ears:

how he'd had a wish. Look, we all have wishes; granted.
But who has wishes granted? Him. Do you know about gold?
It feeds no one; aurum, soft, untarnishable; slakes
no thirst. He tried to light a cigarette; I gazed, entranced,
as the blue flame played on its luteous stem. At least,
I said, you'll be able to give up smoking for good.

Seperate beds. In fact, I put a chair against my door,
near petrified. He was below, turning the spare room
into the tomb of Tutankhamun. You see, we were passionate then,
in those halcyon days; unwrapping each other, rapidly,
like presents, fast food. But now I feared his honeyed embrace,
the kiss that would turn my lips to a work of art.

And who, when it comes to the crunch, can live
with a heart of gold? That night, I dreamt I bore
his child, its perfect ore limbs, its little tongue
like a precious latch, its amber eyes
holding their pupils like flies. My dream-milk
burned in my breasts. I woke to the streaming sun.

So he had to move out. We'd a caravan
in the wilds, in a glade of its own. I drove him up
under cover of dark. He sat in the back.
And then I came home, the women who married the fool
who wished for gold. At first I visited, odd times,
parking the car a good way off, then walking.

You knew you were getting close. Golden trout
on the grass. One day, a hare hung from a larch,
a beautiful lemon mistake. And then his footprints,
glistening next to the river's path. He was thin,
delirious; hearing, he said, the music of Pan
from the woods. Listen. That was the last straw.

What gets me now is not the idiocy or greed
but lack of thought for me. Pure selfishness. I sold
the contents of the house and came down here.
I think of him in certain lights, dawn, late afternoon,
and once a bowl of apples stopped me dead. I miss most,
even now, his hands, his warm hands on my skin, his touch.


Banqueiros

Por José Saramago
caderno.josesaramago.org
Fevereiro 2009

Que fazer com estes banqueiros? Conta-se que nos primórdios da banca, aí pelos séculos XVI e XVII, os banqueiros, pelo menos na Europa central, eram no geral calvinistas, gente com um código moral exigente que, durante um tempo, teve o louvável escrúpulo de aplicar à sua profissão. Tempo que terá sido breve, haja vista o infinito poder corruptor do dinheiro. Enfim, a banca mudou muito e sempre para pior. Agora, em plena crise económica e do sistema financeiro mundial, começamos a ter a incómoda sensação de que quem se irá safar melhor da tormenta serão precisamente os senhores banqueiros. Em toda a parte, os governos, seguindo a lógica do absurdo, correram a salvar a banca de apertos de que ela tinha sido, em grande parte, responsável. Milhões de milhões têm saído dos cofres dos Estados (ou do bolso dos contribuintes) para pôr a flutuar centenas de grandes bancos, de modo a retomarem uma das suas principais funções, a creditícia. Parece que há sinais graves de que os banqueiros acenaram com as orelhas, considerando abusivamente que aquele dinheiro, por estar na sua posse, lhes pertence, e, como se isto não fosse já bastante, reagem com frieza à pressão dos governos para que ele seja posto rapidamente em circulação, única maneira de salvar da falência milhares de empresas e do desemprego milhões de trabalhadores. Está claro que os banqueiros não são gente de confiança, a prova é a facilidade com que mordem a mão de quem lhes dá de comer.

A galera de Woodstock revoluciona a aposentadoria!

A geração mais revolucionaria da história chegou na casa dos 60 e acabou com a imagem "chinelo e pijama" que tínhamos da aposentadoria. Simplificar a vida, fazer o que gosta, ser aquilo que é com naturalidade... temos muito que aprender com eles.


As pedras no caminho

1. Cada homem deve descobrir o seu próprio caminho.
2. Se você encontrar um caminho sem obstáculos, ele provavelmente não leva a lugar nenhum.
3. Os nossos maiores problemas não estão nos obstáculos do caminho, mas na escolha da direção errada.
4. Sou um monte intransponível no meu próprio caminho. Mas às vezes por uma palavra tua ou por uma palavra lida, de repente tudo se esclarece.
5. Do atrito de duas pedras chispam faíscas; das faíscas vem o fogo; do fogo brota a luz.
6. Transforme as pedras que você tropeça nas pedras de sua escada.
7. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...

Leitura do poema “No meio do caminho” de Carlos Drummond de Andrade



1. Jean-Paul Sartre
2. Frank A. Clark
3. Augusto Cury
4. Clarice Lispector
5. Victor Hugo
6. Sócrates
7. Fernando Pessoa

The Road not Taken - Robert Frost

Robert Frost, vencedor de 4 Pulitzer, versa nesse poema sobre as escolhas que devemos fazer em determinados momentos da vida. Leia com atenção, reflita e depois assista uma analise bastante precisa do texto.

The Road not Taken
by Robert Frost

Two roads diverged in a yellow wood,
And sorry I could not travel both

Pop Music e o Dow Jones Index

Esse video mostra uma evidente correlação entre os ritmos e temas das paradas musicais e o desempenho do mercado acionário.

Indicado por Fernando Bonilha

O talento é o transe

Por Carlos Andreazza
Publicado na Revista Amarello no.5
Outono 2011

Conta-se que Pelé, antes de um match importante, costumava isolar-se a um canto do vestiário. Sozinho, em silêncio, era como se dormisse. (Pelé se afastava e todos já sabiam, todos respeitavam – alguns decerto que por pura e feliz conveniência: aquele momento de ausência do rei era prenúncio de presença decisiva adiante, ao rolar da bola, e garantia de “bicho” depois)...

Passando a coroa

Empresas familiares se deparam com um grande problema: evitar uma crise durante a transição de uma geração para outra

Passing on the crown
The Economist
Nov 4th 2004

MOST of the world's best-known companies at some point listed their shares on stockmarkets, thus opening their ownership beyond the ranks of the families that founded them. Yet even among so-called “public” companies, many remain controlled, or at least to some extent influenced, by the very same families. Indeed, the majority of businesses are family-controlled, from unsung millions of modest firms to commercial giants such as Wal-Mart, Ford, Samsung or Hyundai. One study in the mid-1990s reckoned that more than 90% of all enterprises in America were family-owned.

Negocie seu salário hoje ou sofra amanhã

Talk About Pay Today, or Suffer Tomorrow
By PHYLLIS KORKKI
NY Times
May 21, 2011




NEGOTIATE your salary? In this economy?

Many job seekers would be thrilled to be offered a job at all. How ungrateful and even risky, they may feel, to haggle over salary when the unemployment rate is so high.

And research shows that even when economic conditions are good, women tend to be more reluctant than men to negotiate for a salary higher than the one initially offered.

But failing to negotiate can be a mistake that reverberates for years,

You've got to find what you love

Depois de mais um lançamento revolucionário, vale a pena rever a palestra de Steve Jobs em Stanford. Ele mostra quanto é importante seguir o coração e trilhar um caminho autêntico na vida.



This is the text of the Commencement address by Steve Jobs, CEO of Apple Computer and of Pixar Animation Studios, delivered on June 12, 2005. Stanford.

I am honored to be with you today at your commencement from one of the finest universities in the world. I never graduated from college. Truth be told, this is the closest I've ever gotten to a college graduation. Today I want to tell you three stories from my life. That's it. No big deal. Just three stories.

The first story is about connecting the dots.

Os benefícios do fracasso e a imaginação

Excelente palestra de J. K. Rowling, autora da série Harry Potter, em Harvard.
“The Fringe Benefits of Failure, and the Importance of Imagination,”
 Copyright of JK Rowling, June 2008


J.K. Rowling Speaks at Harvard Commencement from Harvard Magazine on Vimeo.


President Faust, members of the Harvard Corporation and the Board of Overseers, members of the faculty, proud parents, and, above all, graduates.

The first thing I would like to say is ‘thank you.’ Not only has Harvard given me an extraordinary honour, but the weeks of fear and nausea I have endured at the thought of giving this commencement address have made me lose weight. A win-win situation! Now all I have to do is take deep breaths, squint at the red banners and convince myself that I am at the world’s largest Gryffindor reunion.

Delivering a commencement address is a great responsibility; or so I thought until I cast my mind back to my own graduation. The commencement speaker that day was the distinguished British philosopher Baroness Mary Warnock. Reflecting on her speech has helped me enormously in writing this one, because it turns out that I can’t remember a single word she said. This liberating discovery enables me to proceed without any fear that I might inadvertently influence you to abandon promising careers in business, the law or politics for the giddy delights of becoming a gay wizard.

Crise fiscal arrasa a psique grega


























Desespero toma conta enquanto empregos e receita desaparecem
Folha de S. Paulo - THE NEW YORK TIMES - 23/05/2011
Por LANDON THOMAS Jr.

Atenas
Com o rosto contorcido de ansiedade, Anargyros D. contou como perdeu tudo depois do colapso econômico grego -a fábrica de processamento de alimentos fundada por seu pai 30 anos atrás, a casa, o carro, o Rolex, o orgulho e agora, segundo ele, a vontade de viver.

"Muitas vezes, pensei em pegar o carro do meu pai e atirá-lo contra um muro", ele disse. Encurvado e trêmulo, ele esteve recentemente no escritório da Klimaka, uma organização de serviços sociais que ajuda o número crescente de profissionais gregos sem moradia e deprimidos que perderam os empregos e a dignidade.

A vulnerabilidade do poder

por Dado Salem

                          Ilustração Maria Eugênia


Os poderosos costumam ter um certo senso de invulnerabilidade. O sucesso ao longo da vida reforça a autoconfiança até o momento que turva a razão, fazendo com que se sintam invencíveis. Eles se entorpecem com a própria capacidade num fenômeno chamado inflação do Ego e começam a pensar que o que se aplica aos outros não se aplica a eles. Os poderosos se tornam arrogantes.

Ao se colocarem numa pretensiosa posição superior, perdem o contato com as coisas inferiores. É o inicio da queda. A arrogância antecede a ruína porque considera inofensivos riscos que poderiam ser prevenidos a tempo. Os poderosos ficam, desta forma, vulneráveis a detalhes inesperados que podem colocar a perder tudo aquilo que foi conquistado. Isso se resume num antigo ditado grego que diz: "quando os deuses querem destruir alguém eles primeiro o enaltecem", ou num outro chinês "um enorme navio pode afundar por causa de um pequeno vazamento". A Bíblia também cita em seus provérbios que "a soberba precede à ruína; e o orgulho, à queda".

A experiência mostra que coisas menores, baixas e desprezadas, são justamente as tendem a acertar os poderosos em seu ponto fraco. Vejamos alguns casos:

Texto magnífico de Persio Arida

Rakudianai
A política, a prisão, o encontro com o crocodilo, o julgamento e meu pai: lembranças de quarenta anos atrás
por Persio Arida
Revista Piaui
abril 2011


Era 1970 e eu tinha 18 anos. Fiquei preso por vários meses e fui processado na Justiça Militar por crimes contra a segurança nacional. Uma história pouco original: fui um entre tantos jovens movidos pelos ideais de um mundo melhor que a revolução parecia oferecer.

Por muitos anos deixei esse capítulo de minha vida adormecido. Mas opassado nunca está definitivamente concluído, age sem que o saibamos, ambíguo e esfinge. Há momentos em que desaparece, como se só importasse o cotidiano atribulado. Mas logo reaparece, como uma sombra que se projeta sobre o presente. E nós o interpretamos continuamente, temos que decifrá-lo repetidas vezes para restituir coerência e identidade à nossa história.

A onda de crimes corporativos

The Global Economy’s Corporate Crime Wave
Jeffrey D. Sachs
PROJECT SYNDICATE


NEW YORK – The world is drowning in corporate fraud, and the problems are probably greatest in rich countries – those with supposedly “good governance.” Poor-country governments probably accept more bribes and commit more offenses, but it is rich countries that host the global companies that carry out the largest offenses. Money talks, and it is corrupting politics and markets all over the world.

Hardly a day passes without a new story of malfeasance. Every Wall Street firm has paid significant fines during the past decade for phony accounting, insider trading, securities fraud, Ponzi schemes, or outright embezzlement by CEOs. A massive insider-trading ring is currently on trial in New York, and has implicated some leading financial-industry figures. And it follows a series of fines paid by America’s biggest investment banks to settle charges of various securities violations.

Desafios dos pacientes de US$600/sessão

Challenges of $600-a-Session Patients
By ERIC KONIGSBERG
NY Times
Published: July 7, 2008

Not long ago, a young titan of New York real estate sat in his psychotherapist’s office. An art collector, he was thinking of bidding about $8 million for a painting, and something about the deal made him uneasy.


Dr. Karasu said the rich could awe some therapists.

The therapist thought the patient was merely trying to impress him. This happened whenever the man felt unsure of himself, which was most of the time.

But instead of trying to explore the patient’s anxiety, the therapist encouraged him to buy the artwork: “This is what you want; you should go get it.”

Mulheres bem sucedidas

Pela primeira vez, mulheres entre 20 e 30 anos que trabalham em tempo integral estão recebendo salários mais altos do que os dos homens da mesma faixa etária. Essa mudança está gerando conseqüências inesperadas nas relações amorosas.

Colocando o dinheiro na mesa
por Alex Williams*
NY Times
24/09/2007


Para Whitney Hess, uma criadora de softwares de Nova York, a tensão que culminou com o fim dos seus recentes relacionamentos está bem visível, em dígitos, no seu contracheque.

A falta de tato começou durante as noitadas. Ela sempre gostou de conhecer os bares recém-inaugurados de Manhattan, mas os seus namorados, que trabalhavam em empregos criativos que pagavam menos do que o dela, preferiam restaurantes mais baratos.

Ela recorda-se de que eles diziam: "Uau, você é tão sofisticada".

Planejamento sucessório

Succession planning
Aug 11th 2008
The Economist

The idea that finding a successor to the current chief executive of an organisation is a process that should be planned and executed methodically has gathered strength in recent years. It seems, however, to be one of those rare processes that get worse with practice. CEOs have been turning over like never before. One survey of American quoted companies calculated that every day in 2006 six CEOs left their job—either because they were sacked or because they jumped just before being sacked.

There are two types of literature on succession planning:

• That which looks at ways of finding a successor to the family (or small private) business. The difficulties here are usually linked to the incumbent/founder’s failure to take on board his own mortality, or his inability to tell his beloved second child that (after his death or retirement) there can be only one chief executive.

Geração R (recessão)

As Plants Close, Teenagers Focus More on College
NY Times
By STEVEN GREENHOUSE
Published: June 25, 2009



WEST CARROLLTON, Ohio — In the tight-knit, middle-class communities surrounding Dayton, many members of the class of ’09 knew exactly what they would do when they grew up.

They would get a good-paying job at the General Motors factory or at one of the Delphi auto parts plants, get married and start families.

But the deep recession and the downsizing of American manufacturing have bulldozed those plans, leaving many of these young people confused and rudderless, with some contemplating a path that might be new to their families: college.

Resolvendo Conflitos-Empresas Familiares

RESOLVING CONFLICT IN THE FAMILY OWNED BUSINESS
BY: Bernard Liebowitz, PhD

ABSTRACT
Horror stories about conflict in the family-owned business outweigh reports about successful ones. If, in fact, there are more conflict-laden family businesses than otherwise, then why do family members choose to enter business together at all? Surely, easier and less bruising ways exist to earn a living. An underlying theme observed in family businesses that may provide an answer is that forming or entering such a firm is intended as a positive attempt to resolve long-standing family issues that may not otherwise or easily be resolvable. These conflicts usually appear in full regalia and drama during the process of succession. Numerous vignettes are presented to illustrate this theme, and suggestions as well as a point of view about intervention are offered.

Psicologia do Poder

Absolutely
Power corrupts, but it corrupts only those who think they deserve it.
Jan 21st 2010
The Economist

REPORTS of politicians who have extramarital affairs while complaining about the death of family values, or who use public funding for private gain despite condemning government waste, have become so common in recent years that they hardly seem surprising anymore. Anecdotally, at least, the connection between power and hypocrisy looks obvious.

Meu pai, meu patrão

My Father, My Boss
How family conflict can bring down the family business. The primary reason they go belly-up has nothing to do with economics, and everything to do with family relations.

Psychology Today
May 01, 1994

You think dealing with your family once a year at the holiday dinner table is difficult? Try working with them.

Family businesses are an important part of the U.S. economy, but the primary reason they go belly-up has nothing to do with economics. It has everything to do with family relations, according to the Family Business Advisor.

Emoções nas tomadas de decisão

We All Want to Be Young (leg)

Uma excelente visão das últimas 3 gerações. Dá para se ter uma idéia da revolução que estamos vivendo


Vc seria mais feliz se fosse mais rico?

Would You Be Happier If You Were Richer? A Focusing Illusion
by Daniel Kahneman, Princeton University
May 2006

Most people believe that they would be happier if they were richer, but survey evidence on subjective well-being is largely inconsistent with that belief. Subjective well-being is most commonly measured by questions that ask people, “All things considered, how satisfied are you with your life as a whole these days?” or “Taken all together, would you say that you are very happy, pretty happy, or not too happy?” Such questions elicit a global evaluation of one’s life. An alternative method asks people to report their feelings in real time, which yields a measure of experienced happiness. Surveys in many countries conducted over decades indicate that,

Milionários que não se sentem ricos

In Silicon Valley, Millionaires Who Don’t Feel Rich
NY Times
By GARY RIVLIN
August 5, 2007

MENLO PARK, Calif. — By almost any definition — except his own and perhaps those of his neighbors here in Silicon Valley — Hal Steger has made it.


Damon Winter/The New York Times
“A few million doesn’t go as far as it used to.”
NAME Hal Steger AGE 51 NET WORTH $3.5 million CURRENT JOB Marketing executive


Damon Winter/The New York Times
“The pressures to spend more are everywhere.”
NAME Tony Barbagallo AGE 44 Net Worth $1.5 Million CURRENT JOB Product management

Mr. Steger, 51, a self-described geek, has banked more than $2 million. The $1.3 million house he and his wife own on a bluff overlooking the Pacific Ocean is paid off. The couple’s net worth of roughly $3.5 million places them in the top 2 percent of families in the United States.

Inside Job (Documentary) trailer

Análise profunda e acessível da crise financeira de 2008 que custou mais de US$20 trilhões, além de fazer milhões de pessoas perderem o emprego e suas casas. Esse filme ganhou o Oscar de melhor documentário.

Crime (financeiro) contra a humanidade

por José Saramago
caderno.josesaramago.org
Outubro 2008

A história é conhecida, e, nos antigos tempos de uma escola que a si mesma se proclamava como perfeita educadora, era ensinada aos meninos como exemplo da modéstia e da discrição que sempre deverão acompanhar-nos quando nos sintamos tentados pelo demónio a ter opinião sobre aquilo que não conhecemos ou conhecemos pouco e mal. Apeles podia consentir que o sapateiro lhe apontasse um erro no calçado da figura que havia pintado, porquanto os sapatos eram o ofício dele, mas nunca que se atrevesse a dar parecer sobre, por exemplo, a anatomia do joelho. Em suma, um lugar para cada coisa e cada coisa no seu lugar. À primeira vista, Apeles tinha razão, o mestre era ele, o pintor era ele, a autoridade era ele, quanto ao sapateiro, seria chamado na altura própria, quando se tratasse de deitar meias solas num par de botas. Realmente, aonde iríamos nós parar se qualquer pessoa, até mesmo a mais ignorante de tudo, se permitisse opinar sobre aquilo que não sabe? Se não fez os estudos necessários, é preferível que se cale e deixe aos sabedores a responsabilidade de tomar as decisões mais convenientes (para quem?).

Sobre o sucesso, o Daimon e o Eu

Elizabeth Gilbert faz um brilhante discurso socrático. Para melhor compreensão da profundidade do que foi dito, sugiro a leitura do texto "Fedro de Platão resumido e interpretado" na pagina Estudos.

Conflitos em empresas familiares-clássico

Conflicts That Plague Family Businesses
Harry Levinson

MARCH–APRIL 1971
Harvard Business Review

In U.S. business, the most successful executives are often men who have built their own companies. Ironically, their very success frequently brings to them and members of their families personal problems of an intensity rarely encountered by professional managers.

And these problems make family businesses possibly the most difficult to operate.1
It is obvious common sense that when managerial decisions are influenced by feelings about and responsibilities toward relatives in the business, when nepotism exerts a negative influence, and when a company is run more to honor a family tradition than for its own needs and purposes, there is likely to be trouble.

However, the problems of family businesses go considerably deeper than these issues.